terça-feira, 22 de abril de 2008

I FESAC


I FESAC
O I FESAC - Fórum de Expansão Social e Atuação Cristã. É uma iniciativa da Juventude pelo despertamento da missão da Igreja junto sua comunidade, sua paróquia. No evento, que contará com a presença de Pastores Evangélicos, Missionários, Mestres e Doutores Universitários, estudantes de áreas afins, será discutido a problemática social de Jovens e Adolescentes no sub-mundo das drogas e crimes: A Igreja teria alguma responsabilidade nisso?
Venha debater, opinar, movimente-se!!!
Maiores Informações:
OS PARTICIPANTES DO FÓRUM QUE DESEJAREM RECEBER CERTIFICADOS PODERÃO APRESENTÁ-LOS JUNTOS SUAS UNIVERSIDADES COM O EFEITO DE SER REVERTIDO EM HORAS AULAS!

A PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE MASLOW E FATOS BÍBLICOS QUE CONDIZEM COM ESTA TEORIA







A PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE MASLOW E FATOS BÍBLICOS QUE CONDIZEM COM ESTA TEORIA

Por,



Pedro Santiago Barbuto

1 TEORIA DA PIRÂMIDE DAS NECESSIDADES DE MASLOW

Para um aprofundamento do paradigma “levar o evangelho todo a todo homem ao homem todo” lancemos mão das idéias de Abraham Maslow (01/04/1908 – 08/06/1970), psicólogo comportamental, nascido no Brooklin, Nova Iorque – EUA. Em 1943 lança em seu livro A theory of human motivation. Psychological Review a chamada hierarquia das necessidades. Nesta proposição Maslow procura desenvolver uma teoria que mostra todas as necessidades de um indivíduo organizadas e dispostas em cinco níveis numa hierarquia de importância e influência em que:
Somente quando um nível inferior está satisfeito é que o nível imediatamente mais elevado surge no comportamento da pessoa;
Nem todas as pessoas conseguem chegar ao topo da pirâmide de necessidades;
Quando as necessidades mais baixas são satisfeitas, as necessidades localizadas nos níveis mais elevados passam a dominar o comportamento;
Cada pessoa possui sempre mais de uma motivação. Todos os níveis atuam conjuntamente no organismo;
O comportamento motivado funciona como um canal através do qual as necessidades são expressas ou satisfeitas.
A frustração ou a possibilidade de frustração da satisfação de certas necessidades passa a ser considerada uma ameaça psicológica.
São cinco níveis de necessidades de Maslow:
Necessidades fisiológicas – Base da pirâmide. Constituem o nível mais baixo de todas as necessidades humanas, mas de vital importância. Neste nível estão as necessidades de alimentação (fome e sede), de sono e repouso (cansaço), de abrigo (frio e calor) e o desejo sexual;
Necessidades de segurança – São as de estabilidade, busca de proteção contra ameaças ou privações. As necessidades fisiológicas e de segurança são consideradas as necessidades primárias de um indivíduo;
Necessidades sociais – Consistem na procura de se relacionar com outras pessoas ou geração do sentimento de pertencimento a um grupo (amizade, afeição, aconchego e amor);
Necessidade de Estima ou Ego – Vai ao encontro da busca por independência, liberdade, status, reconhecimento e auto-estima.
Necessidade de auto-realização – Está relacionada com a realização do próprio potencial e autodesenvolvimento contínuo. As necessidades sociais, de estima ou ego e de auto-realização são as necessidades secundárias.

2 ANÁLISE DE FATOS E VERDADES BÍBLICAS

Com esses conceitos resumidamente expostos, podemos observar onde, na palavra de Deus, vemos: 1) estas necessidades sendo buscadas pelos homens, 2) estas necessidades sendo supridas por Deus e 3) as transformações na vida do homem decorrentes da Salvação em Cristo, sua convivência em Igreja e na sua comunidade; transformações estas que vêm ao encontro dessas necessidades.

2.1 NECESSIDADES FISIOLÓGICAS

Daremos exemplos da busca pelo atendimento dessas necessidades mais básicas e que estão quase num nível de instinto de sobrevivência.
a. Cegos pela sede, o povo de Deus recém saído da escravidão do Egito murmura indagando o que iriam beber num local chamado Mara cujas águas eram impróprias ao consumo (Êxodo 15:24); e também devido à fome o povo lamenta o fato de terem se tornado livre porque no deserto de Sim, local entre Elim e o Sinai, não havia o que comer (Êxodo 16:03). Percebemos o quanto é importante que as necessidades fisiológicas sejam supridas. Como um homem livre pode desejar voltar a ser escravo? Não obstante, vemos Deus agindo no meio do povo nas duas situações tornando as águas impróprias de Mara em água potável (Êxodo 15:25) e fazendo cair do céu o maná (Êxodo 16:04-05).
b. Davi, homem segundo o coração de Deus, cometeu grande pecado por guiar suas ações no atendimento inescrupuloso da necessidade sexual (II Samuel 11: 01-18). Neste momento Davi mostra-se um homem irracional e somente após a repreensão do profeta Natã é que ele cai em si e se arrepende amargamente do que fez (II Samuel 12: 01-13). Nesta ocasião, Davi compõe o Salmo 51, que diz nos três primeiros versículos: 1 “Compadece-te de mim, ó Deus, segundo a tua benignidade; apaga as minhas transgressões, segundo a multidão das tuas misericórdias. 2 Lava-me completamente da minha iniqüidade, e purifica-me do meu pecado. 3 Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim”.
c. No Novo Testamento vemos Cristo atendendo as necessidades fisiológicas de seus seguidores por ocasião do milagre da multiplicação dos cinco pães e dois peixinhos relatados em João 06.
d. No campo puramente espiritual temos Jesus como um manancial de águas vivas (João 04:10-14) e o pão da vida (João 06:35).

2.2 NECESSIDADES DE SEGURANÇA

Uma vez atendida as necessidades mais básicas de um ser humano, este busca segurança contra ameaças e privações. Veremos fatos e verdades bíblicas que tratam deste segundo nível de necessidades:
a. Quando José manda que de tudo que era produzido no Egito uma quinta parte fosse guardada para garantir provisão ao povo na época de fome (Gênesis 41:46-49 e 53-57). A questão transpassa a necessidade de comer, pois quando assim decidiu, não havia nenhum quadro de iminente demanda, mas ordenou a ação a fim de evitar o caos social que se instauraria caso não fosse tomada uma atitude preventiva.
b. São notáveis as atuações de Deus frente às conquistas do povo de Israel em suas batalhas:



I A conquista de Jericó, narrada em Josué 06;
II Quando o Rei da Síria atentou contra a vida de Eliseu em II Reis 6:15-23. E tantas outras situações similares.
c. O milagre de nunca mais faltar farinha da vasilha e azeite da botija na casa da viúva que tinha a perspectiva de comer num dia com seu filho para morrer no dia seguinte, como lemos em I Reis 17:12-16. O milagre resultou numa garantia que aquela pequena família jamais passaria por privações.
d. Quando Cristo ressuscita o filho de uma viúva Ele garante a permanência de um meio para que aquela viúva tivesse como se manter através de seu filho que garantia seu sustento. Uma proteção quanto às reais privações que aquela viúva certamente passaria sem seu filho, relatado no evangelho segundo Lucas 07:12-16.
e. Na vida espiritual temos a promessa de proteção e cuidado de Deus para com os seus. (Salmos 41:02; João 16:33; I Pedro 05:07 “lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós.”).

2.3 NECESSIDADES SOCIAIS

No filme “O Naufrago” (2000) estrelado por Tom Hanks vemos quão importante é se relacionar com o outro. O personagem Chuck Noland, após encontrar comida e abrigo, desenha o rosto de uma pessoa numa bola Wilson com quem se “relaciona” para não perder a sua identidade como ser humano e necessidade de relacionamento interpessoal. Deixando Hollywood à parte, vamos recorrer à Palavra de Deus para dela extrairmos exemplos relacionados a este terceiro nível das necessidades:
a. Na formação do povo de Israel Deus constitui leis para que houvesse a organização do povo, criação de sua identidade como nação e regras para convívio com outros povos como está em Êxodo 20.
b. Naamã, chefe do exército do rei da Síria, busca a cura por meio de Elias, profeta de Deus, pois devido a sua doença – lepra (hanseníase), não podia conviver plenamente em contato com as pessoas (II Reis 05:01-14).
c. A Igreja descrita em Atos dos Apóstolos 2:42-47 demonstra a união, unidade e relação fraterna e saudável daqueles que compunham a igreja, modelo para todas as demais até os dias de hoje.
d. E na vida cristã temos em I Pedro 01:22: “Já que tendes purificado as vossas almas na obediência à verdade, que leva ao amor fraternal não fingido, de coração amai-vos ardentemente uns aos outros,”.

2.4 NECESSIDADE DE ESTIMA OU EGO

A satisfação da necessidade de estima conduz a sentimentos de autoconfiança, de valor, força, consideração, aprovação social e respeito.
a. A situação de mais impacto vista na Bíblia de um trabalho realizado nessa necessidade foi na ocasião narrada no Evangelho segundo João 08:01-11 quando uma mulher pega em adultério é apresentada para Jesus para que a julgasse. Aquela mulher por certo fora humilhada por todo o caminho até chegar à presença do Salvador, que com grande sabedoria expõe a realidade dos acusadores. Ele não apóia o seu erro, mas lhe dá nova chance de seguir sua vida após absolvê-la de seu pecado. Neste episódio, Cristo atende as necessidades de segurança (protegendo-a da multidão que a acusava), necessidade social (mostrando amor e compaixão por ela) e de estima (pois a liberta não só de seus acusadores, mas também de algo que a afligia no íntimo devido ao seu pecado).
b. No que se refere a essa necessidade, o ponto alto do plano de Deus revela sua grande estima pela criação mais perfeita – o homem, que mesmo sendo infiel ao Seu criador, recebe um meio de reconciliação pelo fato de Deus mandar seu único filho para morrer em lugar do homem; para que este crendo Nele não perecesse, mas tivesse vida eterna com Deus (João 03:16). Não há maior manifestação de amor do que esta.

2.5 AUTO-REALIZAÇÃO

Necessidade mais elevada e posicionada no topo da hierarquia é expressa na vontade de superação. O indivíduo se esforça na sua formação e busca iniciar um ciclo virtuoso e de progresso.
a. Salomão devido a sua sabedoria buscada em Deus enriqueceu grandemente e de modo constante (I Reis 10:23-25).
b. Na capacitação de personagens que são chamados para fazer a obra de Deus e que são devidamente habilitados por Ele entram num ciclo de prática de seu potencial, exemplos:



I Moisés, que não era eloqüente (Êxodo 4:10) e foi o grande líder que retirou o povo da escravidão do Egito;



II Isaías, que não se julgava capaz (Isaias 6:5) e foi um dos profetas de maior expressão em Israel;



III Jeremias, que dizia ser uma criança quando foi chamado para ser profeta no derrotado reino de Judá (Jeremias 01:06). Aqueles eram tempos difíceis em que a iniqüidade do povo tinha crescido tanto que veio o juízo de Deus sobre o povo e Jeremias é levantando nesse período para enfrentar a situação exortando-o, fazendo-lhe acusações e ameaças (Jeremias cap. 07-09).
c. No novo testamento, o exemplo mais notável é o de Pedro, um simples pescador que após relacionar-se por três anos com Jesus torna-se um homem impressionante e admirável dentro da Igreja que estava se formando. Destaque especial para seu discurso após a descida do Espírito Santo aos visitantes de Jerusalém, em Atos 2:14-36. É admirável que um pescador indouto pudesse falar com tanta autoridade.
d. De Paulo vem a célebre frase da auto-realização cristã em sua segunda carta a Timóteo 04:06-08 6 “Porque eu já estou sendo oferecido por aspersão de sacrifício, e o tempo da minha partida está próximo. 7 Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. 8 Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda”.
e. I João 03:01-02 1 “Vede que grande amor nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus; e nós o somos. Por isso o mundo não nos conhece; porque não conheceu a ele. 2 Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é, o veremos.” Esta é a maior realização que o crente terá pelo dom e pela graça de Deus.

3. CONSIDERAÇÕES FINAIS



O ministério que nos foi dado por Deus, descrito em II Coríntios 05:18 (“Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação”), é uma missão que resgata, não só o homem das trevas para a maravilhosa luz de Deus, como também supre o indivíduo em todas as suas necessidades terrenas.
Podemos ver como Deus é benigno e fiel para com o homem, porque mesmo não merecendo recebemos do Pai um meio de reconciliação e ainda: Deus nos sustenta, nos protege, se relaciona conosco, nos ama e nos capacita para execução da sua obra.

“Porque a ministração deste serviço não só supre as necessidades dos santos, mas também transborda em muitas ações de graças a Deus.” II Coríntios 09:12






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BARBUTO, Pedro Santiago: Formado em Administração e colaborador do Projeto Barnabé.

terça-feira, 1 de abril de 2008

O Fim da Exploração da Fé

Por,
Pr. Saulo Rosa

“Novos Céus e Nova Terra: As Trombetas Declaram o Fim da Exploração da Fé”


O Brasil, a América do Sul como um todo é celeiro dessa maroteira exploração de fé evangélica. “Igrejas Empresas” geram “Pastores-Comerciantes” que por sua vez produzem “Crente-Consumistas”.
O contexto socioeconômico contribui para tanto. São famílias que vivem com o mínimo possível, o lucro pára na mão de poucos e a desigualdade no bolso de muitos. Nesse contexto propaga-se com força a chamada Teologia da Prosperidade. Para isto é propício dinheiro, com tantos que vivem com pouquíssimo dele.

Os rudimentos dessa teologia, de uma maneira simplista, a lógica é: Quanto maior o investimento, tanto maior será a benção desejada. Uma espécie de poupança de investimentos celestial.
É certo que o povo deseja isso, primeiro pelo estado de subjugo que vivem, segundo, porque o dono dos investimentos celestial, no caso Deus, garante a lucratividade do negócio.
A Experiência de Fé é legítima, mas a Exploração da Fé é cruel, brutal. Com tudo, penso, onde é que vamos parar com toda essa comercialização?

Quando que vamos parar de explorar a fé do nosso povo? Com nossos discursos, que sempre falam, mas que outrora nunca vivem. Que subjugam o povo com cargas que até mesmo nós jamais poderíamos suportar. Quando é que tudo isso vai acabar?
Talvez seja quando o grande dono do Reino voltar, e também esclarecer a hermenêutica de coroa de brilhantes, ruas de ouro e cristal, muros de jaspe luzentes e todas as outras figuras terrenas que figuram de lucro, capital, como recompensa.
Talvez quando Ele voltar novamente, volte simples mais uma vez, oferecendo-nos uma vida simples, sem ruas de ouro, talvez até sem asfalto, para se valorizar a terra que um dia foi o repouso do corpo no sono cruel da morte.
Talvez oferecendo-nos casas simples ao invés de celestiais mansões, para que mais uma vez se assente a roda dos simples e humildes como por muitas vezes fizera. Ao invés de coroas de brilhantes chapéus esfarrapados para refugiar-se do ardor do sol, que na lida terrena causticou a muitos lhes causando traumas. Ao invés de muro de jaspes luzentes, moradias sem cercas, sem portões para que essa política de posse privada seja lembrança de uma vida sofrida, que somente quando do alto do morro se olhava via-se as piscinas nos quintais das casas dos ricos, pois seus suntuosos muros impediam de ver as riquezas ocultas.
Talvez também haja quem o rejeite se ele voltar assim, como rejeitaram na sua primeira vinda, quando esperavam um Messias triunfante, nascido em berço de ouro, trajando roupas reais.
Talvez haja quem o rejeite como rejeitaram os que esperavam recompensas de cem vezes tanto por o servirem com integridade, os que desejaram cargos celestiais, assentarem-se ao seu lado para julgar as nações. Será então nesse dia também que muitos ficarão de fora desse reino, os ladrões, ladrões da fé, da verdade, da igualdade da justiça, da paz. Os idólatras, da fama, do sucesso, dinheiro, dos grandes templos, dos pastores, dos cantores.
Ficarão de fora também os exploradores, exploradores da fé, que calerajam não só as mãos do meu povo fazendo os trabalhar forçosamente em troco do mínimo, depois os chantagearam em nome do dono do Reino a darem tudo e ficarem com nada.
Ficarão de fora os exploradores da fé que não ensinaram meu povo a transformarem sua realidade, gente simples de corações calejados pelo pranto da justiça.
Mas para estes que não sabiam como alcançá-la a justiça, que tanto plagearam, que não se importaram com luxo, que viveram massacrados por toda sorte de exploração, a eles Ele dirá:
Vindes benditos de meu Pai, possui o que é vosso, e vos foi roubado, desde colonização do Brasil, e até mesmo antes dela, possui a terra pela qual vocês lutaram com paus é pedra, possuí-a, isto é vosso. Amém!