Por,Pr. Saulo Rosa
“Exploração da Fé Nos Anais Históricos Brasileiro”
“... Mas estão acostumadas a serem tratadas dessa maneira, por empresas, firmas de relações públicas, médicos, políticos, que não notam quando fazemos o mesmo. (Na verdade quando não fazemos ou deixamos de fazê-lo, elas se perguntam por que não estamos mais agindo como pastores).”[1] pág. 122
Voltemos, portanto ao Brasil de 1600, época esta que marca o nascimento do movimento literário denominado Barroquismo. Sendo o mais notável dos poetas desse estilo literário Gregório de Matos que peremptoriamente escreve em seus poemas como críticas sociais, contra os padres jesuítas, que vendo os maus tratos aos escravos indígenas permaneciam calados, fazendo o jogo do sistema, os jogos do diabolos sistêmico. Cito então um trecho do poema Anjo Bento de Gregório de Matos:
“... Mas estão acostumadas a serem tratadas dessa maneira, por empresas, firmas de relações públicas, médicos, políticos, que não notam quando fazemos o mesmo. (Na verdade quando não fazemos ou deixamos de fazê-lo, elas se perguntam por que não estamos mais agindo como pastores).”[1] pág. 122
Voltemos, portanto ao Brasil de 1600, época esta que marca o nascimento do movimento literário denominado Barroquismo. Sendo o mais notável dos poetas desse estilo literário Gregório de Matos que peremptoriamente escreve em seus poemas como críticas sociais, contra os padres jesuítas, que vendo os maus tratos aos escravos indígenas permaneciam calados, fazendo o jogo do sistema, os jogos do diabolos sistêmico. Cito então um trecho do poema Anjo Bento de Gregório de Matos:
Anjo Bento
Destes beatos fingido
Cabisbaixos, encolhidos,
Por dentro fatais maganos,
Sendo nas caras uns Janos:
Que fazem do vício alarde
Deus me guarde!
Por causa dessas críticas contra a todo esse regime opressor da escravidão, e contra marasmo e acomodação dos padres jesuítas, Gregório de Matos recebe o apelido pejorativo de boca do inferno, sendo que ironicamente quem fazia o jogo do inferno na verdade não era de fato o poeta.
Essa exploração portuguesa não cessara, a escravidão indígena passou, os negros africanos foram trazidos de formas subumanas pelos navios negreiros, e deu-se prosseguimento a toda barbárie da obra de exploração das terras brasileiras.
Destes beatos fingido
Cabisbaixos, encolhidos,
Por dentro fatais maganos,
Sendo nas caras uns Janos:
Que fazem do vício alarde
Deus me guarde!
Por causa dessas críticas contra a todo esse regime opressor da escravidão, e contra marasmo e acomodação dos padres jesuítas, Gregório de Matos recebe o apelido pejorativo de boca do inferno, sendo que ironicamente quem fazia o jogo do inferno na verdade não era de fato o poeta.
Essa exploração portuguesa não cessara, a escravidão indígena passou, os negros africanos foram trazidos de formas subumanas pelos navios negreiros, e deu-se prosseguimento a toda barbárie da obra de exploração das terras brasileiras.
Toda riqueza produzida no Brasil colônia era tributada a coroa portuguesa, as especiarias, os minérios, toda sorte de extrativismo era capitalizada em Portugal. Esse jugo se estendeu por aproximadamente 300 anos, até que por uma lei assinada pela então princesa Isabel foram declarados livres os escravos. Lei esta que fora acertado sobre forte pressão de países que já não mais usavam mão-de-obra escrava, haja vista que escravo não é assalariado, logo não consome, se não consome o mercado sofre, se o mercado declina a economia declina fazendo toda uma maquina parar em pouco tempo.
Onde estavam os padres, os bispos, os pastores, a Igreja, quando todo essa impunidade acontecia no Brasil? Onde estavam as vozes dos profetas quando viam os seus semelhantes sendo escorraçados, chicoteados, empoleirados como animais nos navios, nas senzalas, nos quilombos? Onde? Se calaram se esconderam, se omitiram.
Onde estavam os padres, os bispos, os pastores, a Igreja, quando todo essa impunidade acontecia no Brasil? Onde estavam as vozes dos profetas quando viam os seus semelhantes sendo escorraçados, chicoteados, empoleirados como animais nos navios, nas senzalas, nos quilombos? Onde? Se calaram se esconderam, se omitiram.
Fizeram o jogo do sistema, trataram o próximo como empresa como cita Peterson, o outro era ideal de lucro, a zona de conforto. Ensinavam-lhes a Bíblia por desencargo de consciência, mas não lhes permitiam entrar nas Igrejas, como canta a triste ironia do cancioneiro tradicional evangélico: Tão pertos do reino, mas sem salvação. Pois preferiram tratar seu próximo como operários de suas empresas, que por seus irmãos em Cristo, dignos do mesmo sangue vertido na cruz, e exploravam-lhes a fé, lágrima por lágrima, suor por suor, clamor por clamor por alegria, pelo reino, pela paz, pelo Cristo transformador.
Nessa breve retrospectiva pode-se observar claramente que o consumo é a lei básica da existência. Fundamentados nessa sentença atroz, eregiu-se todo um edifício epistemológico, dessa lógica exploradora implementada nos tempos tenros de nossa história demandam os meios de relação com o próximo, na rua, no trabalho e até mesmo na Igreja.
Nessa breve retrospectiva pode-se observar claramente que o consumo é a lei básica da existência. Fundamentados nessa sentença atroz, eregiu-se todo um edifício epistemológico, dessa lógica exploradora implementada nos tempos tenros de nossa história demandam os meios de relação com o próximo, na rua, no trabalho e até mesmo na Igreja.
Se o escravo não é consumidor, não há razão para que ele permaneça como escravo, em outras palavras, não há razão para que ele exista. Esse sentimento de exploração veio perpassando o túnel do tempo e reflete raios vívidos, como diz a letra do hino da nação, um passado assim não tão passado, pois ainda é tão presente, que quando se olha os lugares altos da cidade se vê de longe toda descendência desse povo que um dia fora oprimido, banalizado, ridicularizado, morando nas encostas, nas favelas nos morros.
Mas é lá do alto matém viva a centelha da esperança, e sabem que é do alto que vem o socorro.O tempo passou, mas as seqüelas não, o brado retumbante ainda ecoa nos mais distantes rincões desse país que cantam:
Liberdade, liberdade, bate as asas sobre nós.
Continua...
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[1] Peterson, Eugene. “A vocação Espiritual do Pastor. Redescobrindo o chamado ministerial”. São Paulo - SP. Editora: Mundo Cristão.

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